Apresentação (chata)

Destacado

Estou convicto de que o ser humano nasce chato e a sociedade o corrompe. Nesse sentido, aqui se busca o isolamento social para a retomada da essência humana: a chatice.

O objetivo do blog é confortar quem se sente perdido no mar de liberdade que a ignorância reivindica para ampliar seu reino, utilizando-se da covarde tática de estigmatizar os seres pensantes com a alcunha de “chatos”.

Escrevo especialmente para redatores do Enem, esses que se candidatam aos centros de chatice por excelência, e que não podem, de forma alguma, sentirem-se intimidados por essa completa inversão de valores que é operada atualmente.

Meu nome Rodrigo, tenho 23 anos, sou estudante de Direito, ciclista, goleiro de aluguel e professor particular de redação.

Tenho uma proposta para o seu Enem na ala… “Enem” (falta criatividade, acho)… Sei lá, vai que a minha chatice te inspire a escrever?

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Contato

Você pode entrar em contato comigo pelo e-mail chaticecomfim@gmail.com

Com certeza não é pra ter conversa legal, né?

Combino de dar aula, ajudar a dar aula, debater algum tema, enfim, coisas de chato.

Apresente-se, conte seus sonhos, suas dificuldades, manda uma redação, sinta-se em casa – literalmente (?).

Quer mais chatice? https://www.facebook.com/rodrigo.rodrigues.3572

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Redação Enem: uma proposta de estudos – ou seria um desafio?

Preciso saber se você acredita em dom para a escrita.

Pois não quero ser mal interpretado: não faço milagres!

Geralmente esse mito habita o imaginário de quem se propõe a dar os primeiros passos da escrita para o Enem. Cientes da própria inabilidade, tais alunos condenam-se a um futuro sem evolução e depositam em seus professores a missão de fazer milagres – dicas, “aulões”, correções superficiais, adivinhação de temas…

Se uns nasceram para escrever, outros não… Ora, tal lógica me parece ser arrebatadora de esforços, pois destrói a vivência de quem muito se dedicou a escrever bem, e faz com que o mau escritor não encontre motivos para se esforçar – afinal, uma vez ruim, ruim sempre.

O fim desse mito representa a superação de uma cultura tediosa, robótica, que foge dos medos, não se arrisca. Só o reproduz quem busca a autossabotagem.

A boa escrita demanda um processo de aprendizagem que está na contramão do dom. Longe de ser inata, a facilidade para escrever surge de treinos, e é nesse momento que a humildade atua.

Portanto, a redação Enem só é bem feita pelos humildes, aqueles que reconhecem a situação de pouco conhecimento e se dedicam à melhora. Quem aceita a ideia de “dom para a escrita” não é humilde, mas covarde, que mente a si próprio para não ter que se esforçar.

 

Treinamento

A felicidade não pode ser adiada o tempo inteiro. O vestibulando costuma se preparar para sofrer nesse ano, pois sempre teve a ideia boba de que treinar é sofrer, aguentar, esperar. “A felicidade está no futuro”, imagina ele.

A maior parte da vida das pessoas é baseada em treinamento, esforço, dedicação. Na faculdade não é diferente; no trabalho, menos ainda. O eterno adiamento da vida merece ser rompido o quanto antes.

Sendo assim, é fundamental buscar ser feliz enquanto se treina para o Enem. Há fórmula perfeita para isso? Óbvio que não. Cada um é cada um e deve ser senhor de si mesmo, inclusive para decidir se quer treinar ou não, mas o importante é tomar essa decisão.

Além disso, é fundamental decidir sobre qual método adotar. Cursinho caro e competitivo? Cursinho mediano, mas próximo de casa? Professor particular? Autodidatismo? Cursinho online? Horário noturno? Diurno? Livro específico? Material da internet? Redação desde janeiro ou só na reta final?

A liberdade pode ser chata o suficiente para que as pessoas optem pela inércia. É uma pena, porque depois reclamam de infelicidade e não sabem o porquê. O colega indicou…

Saber treinar, enfim, é conhecer as próprias particularidades e escolher, por si mesmo, o método de aprendizagem mais adequado a elas.

 

Método Chato

  • Eu só trabalho com o Enem: alunos que buscam outros vestibulares, estejam cientes disso;
  • Ensino em função de redações e dúvidas: o aluno precisa buscar o melhor de mim, experimentar, testar, ser ativo;
  • Alunos que já têm algum professor tendem a me desanimar, pois busco ajudar quem realmente está desamparado. Se houver outro professor de redação, é aconselhável que as comparações sejam evitadas;
  • Não costumo dar nota. Aponto erros e caminhos para não repeti-los;
  • Não tenho prazo certo para corrigir as redações. Sou responsável com a evolução dos alunos, mas com a minha saúde mental também; e
  • Só indico uma única estratégia argumentativa: exploração de causas e consequências. Diversidade não é comigo. Dados, citações e exemplos ganharão cara feia de mim. Não se esqueça que aqui o lema é CHATICE!

Se não fosse de graça, talvez eu estivesse apontando mais vantagens, falando dos resultados que nós já alcançamos, na quantidade de vezes que fui chamado de “legal” por isso, mas as questões tratadas aqui são mais sérias. Não aceito quem se autossabota, quem se recusa a ser feliz nesse momento da vida, e apresento todas as dificuldades que alguém poderia argumentar para não atingir o objetivo comigo.

Fiz grandes amigos com isso aqui, em relações sempre baseadas no respeito. A minha palavra e os meus limites estão descritos ali em cima. A parte fácil é ir bem lá no final. Quero ver é ser feliz enquanto estuda com um chato 😉