Existe alguém mais chato do que eu?

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Já em 2013 me incomodava esse desrespeito com os chatos, assim classificados. Eram os que criticavam “tudo”. Pudera, né? Tanto de errado por aí. Eis bem!

Estamos colhendo o fruto dessa aposta nos “legais”, os piadistas que não levam a sério uma discussão, que precisam ter sacadas irônicas para garantir a vitória argumentativa, distribuir mentiras lógicas, a ponto de já nem mais diferenciarem a verdade da mentira, argumentação insana. Difícil evoluir em consciência quando há uma desvalorização dos argumentos. Essa, ao menos, era a minha preocupação.

Os chatos, em tese, têm um canto na faculdade. Lá é lugar de se explorar o senso crítico, ou deveria ser; afinal, enquanto as faculdades prepararem seus alunos para o “mercado”…

Bom, colégios também deveriam ser assim. Alguns são, certamente. Só que dou aula de redação, né… Dissertação-argumentativa: prezo pela chatice.

E assim escrevo, ano a ano, sobre o que bem quiserem ou precisarem: muitos pecam pela falta de inadequação ao senso comum, certo? Meu objetivo é provocar o melhor raciocínio sobre cada tema; o meu melhor.

É de meu desejo que outros chatos encontrem conforto em minhas palavras.

Sou um chato em término da graduação em Direito, ciclista, professor voluntário de redação desde a criação do blog, ex-estudante do pH, um cursinho que sinto me autorizar a falar algo sobre o Enem, abolicionista penal, com uma certa aversão ao poder e goleiro de aluguel (vocação para defender, sacou?). Alguém aí encara a minha chatice?